A incorporação de tecnologias digitais à medicina vem ampliando as possibilidades de planejamento, ensino e comunicação na prática cirúrgica. Entre essas inovações, a realidade aumentada (RA) e a realidade virtual (RV) ganham espaço por permitir novas formas de vi0.sualização anatômica, simulação de procedimentos e treinamento profissional. Na cirurgia plástica, essas ferramentas começam a ser exploradas com foco em maior previsibilidade, segurança e clareza no processo decisório.
Embora ainda estejam em diferentes estágios de adoção, RA e RV já demonstram potencial para apoiar o cirurgião e o paciente em etapas-chave do cuidado. Para Milton Seigi Hayashi, a utilização dessas tecnologias deve seguir um princípio fundamental: inovação a serviço da orientação responsável. Leia para saber mais sobre o tema!
O que são realidade aumentada e realidade virtual na prática médica?
A realidade virtual consiste na criação de ambientes digitais imersivos, nos quais o usuário interage com cenários simulados por meio de dispositivos específicos, como óculos ou capacetes. Já a realidade aumentada sobrepõe elementos digitais ao ambiente real, permitindo que informações virtuais sejam visualizadas durante a execução de atividades práticas.
Na área médica, essas tecnologias são utilizadas para visualizar estruturas anatômicas em três dimensões, simular procedimentos e treinar habilidades técnicas. Na cirurgia plástica, isso significa poder analisar volumes, proporções e relações anatômicas de forma mais detalhada, antes e durante o procedimento.
É importante destacar que RA e RV não substituem exames ou avaliações clínicas. Elas funcionam como ferramentas complementares, oferecendo novas camadas de informação que auxiliam o entendimento e o planejamento.

Aplicações atuais no planejamento e no treinamento cirúrgico
Como frisa Milton Seigi Hayashi, uma das aplicações mais consolidadas da realidade virtual está no treinamento e na educação médica. Ambientes virtuais permitem que cirurgiões em formação pratiquem técnicas, revisem anatomia e simulem procedimentos complexos sem riscos ao paciente.
Na cirurgia plástica, a RV contribui para o aperfeiçoamento técnico, especialmente em procedimentos que exigem alto nível de precisão. A repetição em ambiente simulado favorece o aprendizado e pode reduzir a curva de adaptação em situações reais.
A realidade aumentada, por sua vez, começa a ser explorada como apoio ao planejamento e à execução cirúrgica. A sobreposição de informações digitais em tempo real pode auxiliar na orientação espacial, destacando pontos anatômicos relevantes e auxiliando na tomada de decisão durante o ato operatório. Embora ainda em fase inicial de adoção, essa aplicação desperta interesse por seu potencial de aumentar a precisão.
Comunicação com o paciente e alinhamento de expectativas
Além do uso técnico, RA e RV também impactam a comunicação médico-paciente. A visualização tridimensional e imersiva ajuda o paciente a compreender melhor o procedimento proposto, os limites anatômicos e os cuidados envolvidos.
Ao explorar modelos virtuais, o paciente consegue ter uma noção mais clara do planejamento cirúrgico, o que contribui para um diálogo mais transparente. Esse processo favorece decisões conscientes e reduz a chance de interpretações equivocadas sobre resultados.
Para Milton Seigi Hayashi, esse aspecto é essencial. “Quando o paciente entende o processo e os limites da cirurgia, a experiência tende a ser mais equilibrada e segura”, ressalta. A tecnologia, nesse contexto, funciona como um recurso didático que complementa a explicação médica, sem substituir a orientação clínica.
Formação, atualização e uso ético
A adoção responsável de RA e RV exige formação adequada e atualização constante. O profissional que utiliza essas ferramentas precisa compreender suas aplicações, limitações e implicações éticas. Cursos, treinamentos e educação continuada são fundamentais para integrar essas tecnologias de forma segura à prática clínica.
Além disso, o uso de RA e RV deve estar alinhado a protocolos clínicos e a uma comunicação transparente com o paciente. Informar sobre benefícios e limites faz parte do compromisso com a segurança e com a boa prática médica, conforme Milton Seigi Hayashi.
Perspectivas para a cirurgia plástica
Por fim, as perspectivas para o uso de realidade aumentada e realidade virtual na cirurgia plástica são promissoras, especialmente à medida que as tecnologias se tornam mais acessíveis e integradas a outros sistemas digitais. A tendência é que essas ferramentas avancem principalmente nas áreas de planejamento, ensino e comunicação.
Quando utilizadas com critério, RA e RV podem contribuir para uma prática mais informada, segura e alinhada às expectativas do paciente. Integradas à experiência clínica e ao julgamento médico, essas tecnologias reforçam o papel da inovação como aliada do cuidado responsável.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

