Brasil de Poucos Brasil de Poucos
Font ResizerAa
  • Home
  • Brasil
  • Notícias
  • Política
  • Sobre Nós
Reading: Nova lei cria protocolo nacional para integrar atendimento a vítimas de violência
Compartilhar
Font ResizerAa
Brasil de Poucos Brasil de Poucos
  • Home
  • Brasil
  • Notícias
  • Política
  • Sobre Nós
  • Home
  • Brasil
  • Notícias
  • Política
  • Sobre Nós
Brasil de Poucos > Blog > Brasil > Nova lei cria protocolo nacional para integrar atendimento a vítimas de violência
Grupo diverso de profissionais reunido em um escritório moderno, com as mãos unidas em sinal de cooperação.
Brasil

Nova lei cria protocolo nacional para integrar atendimento a vítimas de violência

Redação Brasil de Poucos
Redação Brasil de Poucos 29 de setembro de 2026
Compartilhar
Compartilhar

A Lei nº 15.516, sancionada em 22 de setembro de 2026 e publicada no Diário Oficial da União no dia seguinte, instituiu o Protocolo Intersetorial de Atendimento e Resposta Integrada em Situações de Violência. A norma estabelece diretrizes para aproximar profissionais de segurança pública, saúde, assistência social, perícia e órgãos de proteção no atendimento a vítimas de estupro e de outras formas de violência física.

Contents
Fluxo integrado começa no primeiro atendimentoCapacitação e prevenção da revitimizaçãoRegras específicas para crianças e adolescentesAlterações no atendimento a vítimas de violência sexualDesafio é transformar a regra em atendimento efetivo

O objetivo do protocolo intersetorial de atendimento à violência é organizar a resposta do poder público e reduzir a fragmentação dos serviços. A legislação alcança mulheres, crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade, grupos que podem enfrentar maiores obstáculos para acessar proteção, cuidados de saúde e encaminhamento adequado após uma ocorrência.

Fluxo integrado começa no primeiro atendimento

Quando o primeiro contato ocorrer com profissionais de segurança pública, a vítima deverá ser encaminhada imediatamente a uma unidade pública de saúde. A medida busca assegurar atendimento médico e demais providências necessárias sem que o cuidado fique condicionado à conclusão de outras etapas da ocorrência.

A norma também determina a comunicação do caso, a oferta de informações claras sobre direitos e serviços disponíveis e a preservação dos vestígios eventualmente encontrados. O material coletado deverá ser encaminhado aos órgãos oficiais de perícia criminal, contribuindo para que os elementos relacionados à ocorrência sejam tratados dentro do fluxo institucional previsto.

O atendimento deverá ser realizado em espaços que assegurem privacidade. Para isso, a lei prevê que unidades policiais e de saúde disponham de salas reservadas para acolhimento e atendimento multidisciplinar. A proposta é concentrar, em ambiente protegido, diferentes etapas do suporte oferecido à vítima, evitando exposição desnecessária.

Capacitação e prevenção da revitimização

Os profissionais envolvidos no atendimento deverão receber capacitação específica e periódica. O treinamento terá foco na prevenção da revitimização, situação em que a vítima sofre novos danos ao buscar ajuda, durante o atendimento institucional ou no curso da investigação.

O descumprimento do protocolo que provocar revitimização, prejudicar a investigação ou comprometer a proteção da vítima poderá configurar violência institucional. A previsão não impede a aplicação de outras sanções legais eventualmente cabíveis, conforme as circunstâncias de cada caso.

Ao estabelecer responsabilidades para diferentes áreas, a legislação reconhece que o atendimento não depende de um único serviço. Segurança pública, saúde, assistência social, perícia e órgãos de proteção passam a integrar um fluxo comum, com obrigações relacionadas ao acolhimento, à informação, à preservação de vestígios e aos encaminhamentos.

Regras específicas para crianças e adolescentes

Nos casos que envolverem crianças e adolescentes, o Conselho Tutelar deverá ser comunicado. O órgão poderá autorizar ou adotar as providências previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, de acordo com as necessidades identificadas no atendimento.

Essa previsão incorpora ao protocolo a atuação de uma estrutura de proteção voltada especificamente à infância e à adolescência. Na prática institucional, a comunicação busca permitir que as medidas previstas na legislação sejam avaliadas e adotadas sem que a vítima precise conduzir sozinha os encaminhamentos necessários.

Alterações no atendimento a vítimas de violência sexual

A Lei nº 15.516 também alterou a Lei nº 12.845/2013, que trata do atendimento obrigatório e integral a pessoas em situação de violência sexual. Entre as mudanças está a previsão de coleta de material para exame toxicológico, quando houver indicação.

Outra alteração estabelece a comunicação obrigatória à autoridade policial, em até 24 horas, dos casos com indícios ou confirmação de violência sexual. A regra integra o atendimento de saúde ao fluxo de comunicação oficial da ocorrência, sem afastar as demais medidas de cuidado e proteção previstas para a vítima.

O texto integral da lei está disponível na Presidência da República. O registro legislativo da Câmara dos Deputados confirma a publicação no DOU em 23 de setembro de 2026, a origem no Projeto de Lei nº 2.525/2024 e a existência de veto parcial. Conforme a relação oficial de leis publicada pela Presidência da República, a norma entrou em vigor na data de sua publicação.

Desafio é transformar a regra em atendimento efetivo

A abrangência nacional do protocolo cria uma referência comum para os serviços públicos, mas a aplicação dependerá da capacidade de cada território. Municípios e estados podem apresentar diferenças na oferta de unidades de saúde, perícia, assistência social, proteção especializada e profissionais capacitados.

Por isso, a efetividade da lei estará relacionada à articulação entre os órgãos e à existência de espaços adequados para acolhimento, atendimento multidisciplinar e preservação de vestígios. A integração prevista busca evitar que vítimas repitam sucessivamente o relato da violência e que informações importantes se percam entre diferentes instituições.

Compartilhe este artigo
Facebook Twitter Email Print
Grupo diverso de pessoas participa de uma reunião comunitária enquanto uma apresentadora fala diante de uma tela.
Participação social vai orientar debate nacional sobre população em situação de rua
Brasil
Pedro Henrique Torres Bianchi
O que acontece quando uma empresa se recupera no papel, mas continua em crise?
Notícias
Homem jovem bebe água engarrafada ao ar livre durante um evento esportivo.
O que muda para o público com as novas regras de ingressos e água em eventos
Notícias
Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira
Passkeys: Entenda como funciona o sistema que substitui senhas no login
Notícias
Entregador descansa ao lado de uma scooter elétrica com bolsa térmica em uma paisagem urbana moderna.
Move Brasil vira programa permanente e amplia crédito para carros, motos e elétricos
Brasil
Vista aérea do estádio Mineirão, em Belo Horizonte, com o campo e a estrutura das arquibancadas em destaque.
MP das bets força futebol brasileiro a rever patrocínios, receitas e planejamento
Brasil

Sobre

Notícias Brasil de Poucos

Seu portal de notícias focado em histórias inspiradoras, curiosidades e acontecimentos que impactam o Brasil.

Contato:

[email protected]

Últimas notícias

Grupo diverso de pessoas participa de uma reunião comunitária enquanto uma apresentadora fala diante de uma tela.
Participação social vai orientar debate nacional sobre população em situação de rua
Brasil
Pedro Henrique Torres Bianchi
O que acontece quando uma empresa se recupera no papel, mas continua em crise?
Notícias
© 2026 Brasil de Poucos - [email protected] - tel.(11)91754-6532
  • Home
  • Contato
  • Sobre Nós
  • Notícias
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?