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Digitalização da infraestrutura fiduciária amplia a importância dos investimentos em segurança da informação, aponta a ID CTVM

Laura Ventelli
Laura Ventelli 24 de agosto de 2026
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Com fundos de investimento processando volumes crescentes de dados cadastrais e financeiros em ambiente digital, proteção de informações e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados tornam-se pilares centrais da governança tecnológica

A digitalização acelerada da indústria de fundos de investimento trouxe ganhos evidentes de eficiência operacional, mas também ampliou de forma significativa o volume de dados sensíveis processados diariamente por administradores fiduciários, custodiantes e escrituradores. Informações cadastrais de investidores, dados bancários, histórico de movimentações financeiras e documentos de identificação circulam continuamente entre diferentes sistemas ao longo do ciclo de vida de um fundo, o que eleva a responsabilidade das instituições responsáveis por essa infraestrutura em garantir a proteção adequada dessas informações.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabeleceu um marco regulatório específico para o tratamento de dados pessoais no Brasil, impondo a instituições financeiras exigências claras sobre finalidade, necessidade e transparência no uso de informações de clientes. Para administradores fiduciários que operam plataformas digitais de onboarding, escrituração e gestão de fundos, essa conformidade regulatória se soma às exigências já existentes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Banco Central, criando um ambiente de governança de dados particularmente exigente.

Segurança como extensão da governança fiduciária

A relação entre segurança da informação e governança fiduciária vai além da simples conformidade regulatória. Um administrador fiduciário que processa dados de milhares de investidores e de operações de crédito privado assume, na prática, a responsabilidade de proteger informações que, se expostas ou utilizadas de forma inadequada, poderiam comprometer tanto a privacidade dos investidores quanto a integridade das operações financeiras sob sua responsabilidade.

Para Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM, a segurança da informação deixou de ser uma função exclusivamente técnica para se tornar parte central da proposta de valor de um administrador fiduciário:

“Quando um investidor confia seus dados e seus recursos a um fundo, ele está confiando implicitamente que a instituição responsável por administrar essa estrutura vai proteger essas informações com o mesmo rigor que aplica à gestão financeira da operação. Segurança da informação não é mais um departamento isolado de tecnologia, é parte da governança institucional, tão relevante quanto a conformidade regulatória ou a auditoria de lastro dos ativos que compõem um fundo”.

A ID CTVM investe continuamente em infraestrutura de segurança da informação para sustentar as operações de seus portais digitais, que processam desde o cadastro de novos investidores até a escrituração de cotas e a liquidação financeira de operações estruturadas, ambientes que concentram grande volume de dados sensíveis ao longo de toda a cadeia operacional.

Autenticação, criptografia e monitoramento contínuo

Entre as práticas centrais de segurança da informação adotadas por instituições que operam plataformas financeiras digitais estão a criptografia de dados em trânsito e em repouso, mecanismos de autenticação multifator para acesso a sistemas sensíveis e rotinas de monitoramento contínuo capazes de identificar rapidamente comportamentos anômalos que possam indicar tentativas de acesso não autorizado. Essas práticas, combinadas com testes periódicos de vulnerabilidade e planos estruturados de resposta a incidentes, compõem um arcabouço de proteção que precisa evoluir constantemente diante de novas ameaças cibernéticas.

A integração entre diferentes portais do ecossistema tecnológico de um administrador fiduciário, embora traga ganhos relevantes de eficiência operacional, também exige atenção redobrada à segmentação de acessos e à limitação de privilégios dentro dos sistemas, de forma que cada usuário, seja um investidor, um gestor ou um colaborador interno, tenha acesso apenas às informações estritamente necessárias para sua função.

Conformidade como diferencial competitivo

À medida que investidores institucionais e gestoras de maior porte se tornam mais exigentes na avaliação de seus parceiros de infraestrutura de mercado, a maturidade dos programas de segurança da informação e de conformidade com a LGPD passou a integrar os critérios de due diligence aplicados na escolha de administradores fiduciários e custodiantes. Instituições capazes de demonstrar processos estruturados de governança de dados tendem a se posicionar de forma mais competitiva diante de gestoras que buscam minimizar riscos operacionais e reputacionais em suas parcerias.

Um investimento permanente diante de um cenário de ameaças em evolução

Assim como ocorre com a auditoria contínua de lastro de ativos, a segurança da informação exige atualização constante, à medida que novas vulnerabilidades e vetores de ataque surgem no ambiente digital. Diante de uma indústria de fundos brasileira cada vez mais dependente de infraestrutura tecnológica para sustentar seu crescimento, a solidez dos programas de proteção de dados e segurança cibernética deve seguir como um dos fatores determinantes da confiança depositada pelos investidores na infraestrutura fiduciária que sustenta o mercado de capitais nacional.

Capacitação de equipes complementa a camada tecnológica

Além dos investimentos em infraestrutura tecnológica, administradores fiduciários têm ampliado programas internos de capacitação voltados à cultura de segurança da informação entre seus colaboradores, reconhecendo que falhas humanas seguem entre os principais vetores de exposição a incidentes de segurança em qualquer organização, independentemente da sofisticação de suas ferramentas tecnológicas. Treinamentos periódicos sobre identificação de tentativas de engenharia social, protocolos de resposta a incidentes e boas práticas no manuseio de informações sensíveis passaram a integrar a rotina de compliance de instituições que lidam diariamente com dados financeiros de milhares de investidores.

Essa combinação entre tecnologia robusta e cultura organizacional voltada à proteção de dados reforça um princípio central da governança fiduciária: a segurança da informação não depende de uma única camada de proteção, mas da consistência entre processos, sistemas e pessoas ao longo de toda a cadeia operacional de um fundo de investimento.

Sobre a ID CTVM

A ID CTVM é uma instituição especializada em infraestrutura para o mercado de capitais, com serviços de administração fiduciária, custódia, escrituração, controladoria e distribuição de fundos de investimento. Fundada em 2020, a companhia reúne atualmente mais de 550 fundos e mais de R$50 bilhões sob administração e custódia, com presença relevante em estruturas como FIDCs, FIPs e FIIs. Combinando tecnologia, governança, conhecimento regulatório e eficiência operacional, a ID oferece suporte a gestores, investidores, empresas e demais participantes do mercado, contribuindo para operações mais seguras, eficientes e transparentes.

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