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Ernesto Kenji Igarashi
Notícias

O que faz uma operação de segurança sair do controle? Os sinais que quase ninguém percebe, segundo Ernesto Kenji Igarashi

Diego Velázquez
Diego Velázquez 19 de maio de 2026
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Ernesto Kenji Igarashi
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De acordo com o especialista em segurança institucional e proteção de autoridades, Ernesto Kenji Igarashi, as operações de segurança raramente falham por um único motivo catastrófico e imediato. Na maioria dos casos, o colapso é o resultado de uma sequência de sinais ignorados, decisões adiadas e vulnerabilidades que foram toleradas por tempo suficiente para se tornarem críticas. Esse padrão se repete em análises pós-incidente de operações que saíram do controle em contextos os mais variados, da proteção de autoridades a eventos de grande escala, de missões táticas a rotinas de segurança corporativa. 

Contents
Por que as falhas operacionais raramente são surpresa para quem sabe olhar?Quais são os sinais de alerta que indicam uma operação em risco de colapso?Como estruturar uma cultura operacional resistente ao colapso?

Entender esses mecanismos é o que transforma a experiência operacional em inteligência aplicada. Leia mais a seguir!

Por que as falhas operacionais raramente são surpresa para quem sabe olhar?

Segundo Ernesto Kenji Igarashi, existe um fenômeno bem documentado em gestão de crises e segurança operacional chamado de normalização do desvio. Ele descreve o processo gradual pelo qual comportamentos, procedimentos ou condições que deveriam ser tratados como anormalidades começam a ser aceitos como parte da rotina porque nunca geraram consequências visíveis até aquele momento. Em operações de segurança, isso se manifesta na forma de checklists executados parcialmente, briefings encurtados por pressão de tempo, posicionamentos alterados sem atualização do plano original e comunicações entre setores que vão se tornando menos frequentes e menos precisas.

Cada um desses desvios, isoladamente, pode parecer inofensivo. O problema é que eles raramente ocorrem de forma isolada. Em ambientes operacionais sob pressão crônica, a normalização do desvio tende a se multiplicar em múltiplas frentes simultaneamente, criando o que especialistas em segurança de sistemas chamam de acúmulo de falhas latentes. Quando um evento inesperado ocorre nesse cenário, o sistema não tem capacidade de absorver o impacto porque suas margens de segurança foram progressivamente erodidas por desvios que nunca foram corrigidos.

Conforme informa Ernesto Kenji Igarashi, a dificuldade em identificar esse processo em tempo real está no fato de que ele é gradual e muitas vezes invisível para quem está dentro da operação. O gestor que reduz o tempo de briefing pela décima vez consecutiva não percebe que está construindo um padrão. O operador que altera seu posicionamento sem comunicar a equipe não avalia o impacto sistêmico dessa decisão. É por isso que a revisão externa periódica das operações e a cultura de reporte sem represália são mecanismos essenciais de proteção contra esse tipo de deterioração silenciosa.

Quais são os sinais de alerta que indicam uma operação em risco de colapso?

O primeiro sinal crítico é a degradação da comunicação interna. Em operações bem estruturadas, a comunicação entre os membros da equipe segue padrões definidos, com frequência, formato e conteúdo previsíveis. À medida que esses padrões começam a se deteriorar, seja pela redução da frequência dos contatos, pelo aumento de informações transmitidas de forma informal e não registrada ou pela criação de silos de informação entre setores, o sistema operacional perde sua capacidade de responder de forma coordenada a situações inesperadas.

Ernesto Kenji Igarashi
Ernesto Kenji Igarashi

Outro indicador relevante é o que pode ser chamado de fadiga de protocolo, o estado em que os membros da equipe começam a executar os procedimentos de forma mecânica, sem o processamento cognitivo que dá sentido a cada etapa. Operadores em fadiga de protocolo cumprem as formas externas dos procedimentos sem engajamento real com o objetivo de cada ação. Como destaca Ernesto Kenji Igarashi, isso é particularmente perigoso porque mantém a aparência de uma operação funcionando normalmente enquanto sua substância protetora está comprometida.

Como estruturar uma cultura operacional resistente ao colapso?

A primeira medida estrutural para construir operações mais resilientes é a institucionalização do briefing pós-evento como prática obrigatória e não punitiva. Equipes que analisam sistematicamente o que funcionou e o que não funcionou em cada operação, com honestidade e sem busca de culpados, desenvolvem uma inteligência coletiva que é impossível de adquirir de outra forma. Esse processo cria um arquivo operacional vivo que permite identificar padrões de desvio antes que eles se consolidem.

A segunda medida é o desenvolvimento de uma cultura de sinalização interna, na qual qualquer membro da equipe tem não apenas a permissão, mas a expectativa de reportar desvios percebidos, independentemente de sua posição hierárquica. Em operações de alto risco, a informação mais crítica frequentemente está com quem está mais próximo da ação, não com quem ocupa a posição mais alta na cadeia de comando. Criar canais eficientes e seguros para que essa informação flua ascendentemente é uma das decisões de gestão mais impactantes que um líder operacional pode tomar.

Em suma, Ernesto Kenji Igarashi, como ex-coordenador da equipe tática da Polícia Federal, pontua que a resistência ao colapso é também uma questão de planejamento para a falha. Operações verdadeiramente robustas são desenhadas com a premissa de que partes do plano vão falhar, e incluem redundâncias, rotas alternativas e protocolos de contingência para os cenários mais prováveis de degradação. O planejador que opera com a convicção de que seu plano é à prova de falhas está, na prática, construindo uma operação frágil. A humildade técnica diante da incerteza operacional não é fraqueza, é a base da resiliência real.

 

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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